O primeiro trailer do novo filme de Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, finalmente foi lançado — e embora traga uma atmosfera mais sombria e próxima dos jogos clássicos de survival horror, já está gerando preocupação entre os fãs.
A prévia aposta em tensão, ambientação pesada e um clima que lembra os primeiros jogos da franquia. Porém, um problema antigo parece estar de volta: o chamado “efeito Alice”.
O que é o “efeito Alice” em Resident Evil?
Nas adaptações anteriores dirigidas por Paul W. S. Anderson, a protagonista Alice foi criada exclusivamente para os filmes, deixando de lado personagens icônicos dos jogos.
Apesar do sucesso comercial, essas produções foram amplamente criticadas por se distanciarem do material original — algo que muitos fãs não querem ver novamente. E, pelo que o trailer sugere, esse pode ser exatamente o caminho do novo filme.
Cadê os personagens clássicos?
Com um universo rico e personagens consagrados como Leon, Jill e Claire, a decisão de focar em um personagem aparentemente original levanta questionamentos. Além disso, o cenário apresentado não lembra muito Raccoon City — um dos elementos mais marcantes da franquia, tratado por muitos fãs como um “personagem” por si só.
Isso levanta uma dúvida importante: será que a visão do diretor está se sobrepondo à identidade de Resident Evil?
Nem sempre inovar é um problema… mas exige cuidado
Vale lembrar que a própria franquia já testou novos protagonistas em jogos como Resident Evil 7: Biohazard e Resident Evil Village. Ambos foram bem recebidos, mas conseguiram manter conexão com o universo da série — algo essencial para conquistar os fãs. No cinema, esse equilíbrio raramente foi alcançado.
O meme do Obito nunca fez tanto sentido
Como diria o meme do Obito Uchiha: “nem dói mais”.
Depois de tantas adaptações inconsistentes, uma parte do público já não se surpreende com decisões questionáveis envolvendo a franquia.
Ao longo dos anos, vimos filmes que introduziram protagonistas totalmente desconectados do material original, séries que descaracterizaram profundamente personagens icônicos e produções que tentaram condensar eventos de diferentes jogos em uma única narrativa — resultando em histórias confusas, apressadas e, muitas vezes, sem a essência que consagrou Resident Evil.
Ainda há esperança?
Uma nova geração de personagens?
Outro ponto interessante é a possibilidade de o filme estar preparando o terreno para novos protagonistas — mas essa leitura faz muito mais sentido quando olhamos para os jogos do que para o histórico do cinema.
Nos games, essa transição ficou mais evidente com o avanço da cronologia da franquia, especialmente em Resident Evil Requiem, onde os personagens clássicos já aparecem mais envelhecidos, refletindo a passagem do tempo e abrindo espaço, aos poucos, para uma nova geração.
Já nas adaptações cinematográficas, a realidade é outra. Muitos dos personagens icônicos sequer foram apresentados de forma consistente ou bem desenvolvida. Por isso, falar em “passar o bastão” no cinema ainda soa precipitado — é difícil substituir algo que, na prática, nem chegou a ser construído corretamente.
Talvez esse novo filme esteja tentando justamente estabelecer essa base desde o início, criando uma identidade mais sólida antes de pensar em continuidade. Ainda assim, não dá para descartar a possibilidade de participações surpresa ao longo da história — algo que poderia agradar bastante os fãs, mesmo sem ter sido revelado no trailer.
Vale a pena se empolgar?
- Alguns fãs estão animados com o retorno ao terror raiz
- Outros seguem desconfiados por causa do histórico da franquia no cinema
E você? Ficou empolgado com o novo filme de Resident Evil ou, assim como o Obito, já chegou no ponto em que “nem dói mais”? Deixe sua opinião nos comentários!
