O empate contra a Croácia no dia 31/03/2026 deixou mais do que um resultado preocupante — reacendeu um debate que já vinha ganhando força: por que Endrick ainda não é tratado como peça central da seleção brasileira?
E talvez a melhor forma de explicar isso seja com uma comparação inesperada… com o anime Blue Lock.
O “Blue Lock invertido” da seleção brasileira
No universo de Blue Lock, a proposta é clara: encontrar o atacante mais decisivo do país, alguém capaz de assumir a responsabilidade e definir partidas. Agora, olhando para a seleção brasileira atual, parece que estamos assistindo ao experimento oposto.
Em vez de priorizar quem resolve jogos, vemos um cenário onde jogadores decisivos recebem poucos minutos — enquanto outros, mesmo com grande desempenho em clubes, não conseguem repetir o mesmo impacto com a camisa da seleção.
Endrick: poucos minutos, grande impacto
Endrick já provou, mais de uma vez, que não precisa de muito tempo em campo para fazer a diferença.
- Decisivo contra a Inglaterra
- Fundamental no empate contra a Espanha
- Evitou um resultado ainda mais frustrante contra a Croácia
Mesmo assim, segue sendo subutilizado. Isso levanta uma questão simples: o que mais um jogador precisa fazer para ser considerado indispensável?
O erro que o Brasil já cometeu antes
Essa situação não é inédita. Em 2010, Neymar e Paulo Henrique Ganso ficaram fora da Copa do Mundo sob o argumento de “falta de experiência”. A decisão, liderada por Dunga, até hoje é vista como um erro estratégico.
A lição parecia clara: talento em alta fase não pode ser ignorado. Mas, ao que tudo indica, o risco de repetir esse erro é real.
Idade nunca foi limite para craques
Se a justificativa for juventude, a própria história do futebol derruba esse argumento.
- Pelé foi campeão mundial aos 17 anos
- Kylian Mbappé foi protagonista em uma Copa ainda muito jovem
Grandes jogadores não esperam o “momento ideal” — eles criam esse momento.
O Brasil precisa de um camisa 9 decisivo
O maior problema da seleção hoje não é a falta de talento, mas a ausência de protagonismo. Muitos jogadores brilham em seus clubes, mas não conseguem assumir o mesmo papel na seleção. Endrick, por outro lado, demonstra exatamente o que falta:
- Presença em momentos decisivos
- Mentalidade competitiva
- Capacidade de mudar o rumo de um jogo
Características raras — e essenciais em uma Copa do Mundo, que é uma competição curta e que necessita de respostas rápidas.
Conclusão: estamos ignorando o óbvio?
A sensação que fica é clara: o Brasil pode estar vivendo um “Blue Lock invertido”, onde o jogador mais decisivo não é prioridade. E em ano pré-Copa, isso não é apenas um detalhe — é um risco.
A pergunta que fica é simples: Endrick vai ser protagonista em 2026… ou mais um talento lembrado como oportunidade perdida?

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