Carrie está de volta — mas dessa vez a história pode ser maior que Carrie. Mais de 50 anos depois da publicação do romance de Stephen King, Carrie White retorna em uma nova série comandada por Mike Flanagan. A personagem já foi adaptada diversas vezes para o cinema e para a televisão, então existe uma pergunta inevitável: o que ainda pode ser contado sobre uma história que já conhecemos tão bem?
Talvez a resposta esteja justamente em algo que as versões anteriores não exploraram tanto: o universo ao redor de Carrie.
Carrie
Plataforma: Prime Video
Baseada em: Carrie, de Stephen King
Criador: Mike Flanagan
Formato: Série de 8 episódios
Uma nova Carrie pode significar uma história maior
A nova série não precisa simplesmente repetir o filme clássico de 1976. O formato de televisão permite desenvolver melhor os personagens e atualizar elementos da história para uma época marcada por redes sociais, cyberbullying e exposição digital.
Mas existe uma mudança ainda mais interessante. Mike Flanagan já falou sobre a importância de explorar o universo ao redor dos personagens:
“The third thing is the universe around them.”
Carrie e o Brilho de Stephen King
Essa ideia lembra bastante IT: Welcome to Derry. A série não tentou apenas repetir a história de Pennywise, mas expandiu a mitologia de Stephen King, explorando acontecimentos anteriores e personagens relacionados a outras obras.
Uma das conexões mais interessantes está no conceito do Brilho, conhecido principalmente através de Danny Torrance em The Shining e Doctor Sleep.
Na nova Carrie, seus poderes podem ser interpretados como uma manifestação diferente desse mesmo fenômeno. Enquanto Danny possui habilidades psíquicas, Carrie manifesta principalmente telecinese.
Isso abre uma possibilidade interessante: talvez pessoas como Carrie, Danny e outros personagens de Firestarter e The Institute não possuam poderes completamente separados, mas diferentes manifestações de uma mesma força sobrenatural.
E onde entra A Torre Negra?
A teoria fica ainda mais interessante porque Mike Flanagan já relacionou Carrie ao universo de A Torre Negra. Isso não significa necessariamente que veremos Carrie encontrando outros personagens famosos de Stephen King.
A conexão pode ser muito mais sutil. Diferentes histórias poderiam acontecer em lugares e épocas diferentes, mas compartilhar as mesmas regras sobrenaturais. Nesse caso, o Brilho poderia ser uma das pontes entre essas histórias.
Por que contar Carrie novamente?
O público já conhece a tragédia de Carrie White. Já vimos seu relacionamento com Margaret, o bullying, o baile e a destruição causada por seus poderes em diferentes versões.
Assim como Welcome to Derry transformou uma história conhecida em uma oportunidade para expandir a mitologia de IT, a nova Carrie pode fazer algo semelhante com o universo de Stephen King.
Talvez Carrie não seja apenas uma garota com telecinese. Talvez ela seja mais uma peça de um universo onde pessoas como ela, Danny Torrance e outras crianças especiais estão conectadas por algo que ainda não compreendemos completamente.
E se essa teoria estiver correta, a pergunta mais interessante não será mais “o que vai acontecer com Carrie?”, mas sim: “Onde Carrie se encaixa no universo de Stephen King?”
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